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sexta-feira, 4 de março de 2022

PEDIR É UM ATO QUE REQUER FOCO

     O que acontece quando nós pedimos algo a alguém? Às vezes não nos damos conta que nem sempre precisamos daquilo que estamos pedindo, ou que o que estamos pedindo não nos fará bem, e não nos trará felicidade.  Na verdade, muitos de nossos pedidos são confusos, sem foco, e sem sentido também. Embora o ato de pedir seja realizado por uma pessoa, há nesse processo outra parte envolvida, e esse lado do outro que responderá ao pedido, nem sempre é analisado por aquele que pede, pois geralmente não pensamos no outro quando pedimos, e sim em nós mesmos.

Temos uma grande dificuldade em racionalizar nossos pedidos, não somos muito dados a pensar em como nós e as pessoas envolvidas irão reagir, simplesmente pedimos, sem filtro. O fato é que o tempo de nossa vida passa e percebemos que o ato de pedir é algo que requer maturidade, capacidade de discernimento, inclusive de  imparcialidade.

Tiago 4:3 nos ensina que pedir é algo que requer foco, é algo que não deve ser feito de qualquer maneira, já que a nossa tendência é não analisar ações, reações, e consequências do que pedimos, e  pedimos mal, para atender nossos prazeres e necessidades. Nosso desafio então, é buscar a Deus e entender que ele pode guiar nossos pedidos através de seu Santo Espírito, e nos mostrar que nossos pedidos podem ou não serem atendidos, porém, uma das coisas importantes para entendermos que Deus responde e atende os nossos pedidos é que aquilo que pedimos deve estar no conselho de sua vontade.

Sendo assim, antes de pedir qualquer coisa, tente  pensar, tente orar, tente se colocar no lugar do outro, tente não pensar apenas em você, em sua satisfação, tente avaliar a necessidade real do seu pedido, tente encontrar nas Escrituras validação para o seu pedido. Certamente isso te ajudará, e te dará mais foco nos pedidos que você realizar daqui para frente.

OBS: Continue pedindo, pois segundo Jesus quem pede recebe. Mateus 7:7-12               

terça-feira, 26 de novembro de 2019

O RATO DA CAIXA DE SAPATOS

        Por uma longa década um ratinho vivera em uma casa que conseguira entrar. Lá encontrou uma caixa de sapatos que estava atrás do guarda-roupa muito aconchegante, quentinha e escura. Lá era sua nova morada, e ninguém resolvera por muitos anos lhe incomodar. O ratinho era solitário, não queria ter família. Saia todas as noites em busca de comida e sempre ficava bem atento para não deixar nenhuma pista que o denunciasse, pois estava muito satisfeito com a vida de paz e sossego que vivia. Na noite em que os moradores davam suas festas esse ratinho sempre ligado não arredava o pé, ficava quietinho e até ninguém mais avistar e assim sua busca começar. Num determinado momento esse ratinho percebe que está chegando a hora da sua morte e reconhece que nada fez durante sua vida para ser lembrado. Na verdade, nem sabiam que ele existia. Então mergulhado em sua profunda reflexão, o ratinho leva as patinhas a cabeça e diz: Que assim seja o fim do rato da caixa de sapatos, que morre na felicidade da sua solidão, sem ninguém para lhe incomodar nem na vida, nem na morte. Por que seria diferente? perguntou o ratinho para si mesmo. Para que me dado o desfrute da sociabilidade? Para contendas criar? Não! Exclamou o ratinho com a testa franzida. Minha solidão foi uma excelente companheira, sem atordoar meus dias. O ratinho se perguntou novamente: Para que me dar ao luxo de ter um amor? Para sofrer, chorar, ter ciúmes, sentir falta, brigar e tantas outras coisas que vejo aqui nessa casa com essa espécie que nem sabe que existo? Não! Exclamou mais uma vez o ratinho, que colocou a mão no queixo e ficou a pensar em seus últimos momentos. 

           Preferi não amar, nem mesmo a mim, e também não me preocupar nem comigo, nem com o que outros pensam ou desejam. Nada de magoar, nem ser magoado. Melhor estar sozinho e as vezes em minha companhia, sem brigas, sem inveja, sem rancores, só eu e as vezes eu. Espero encontrar nessa partida uma paz que não tenho agora, e deixo algo sim, talvez não seja significante pra ninguém, mas como sempre fui sozinho, deixo as minhas palavras ao vento. E na caixa de sapatos o ratinho disse: adeus!